Edição 17 - agosto e setembro/2013

Professores paulistas querem 36,74% de reajuste salarial

Apeoesp realiza assembleia estadual na próxima sexta para dar início à campanha salarial e educacional

Foto: APEOESP

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Brandino/Apeoesp

Na próxima sexta-feira, 1º, a APEOESP (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) realiza a primeira assembleia estadual de 2011, na Praça da República, a partir das 14 horas, dando início à campanha salarial e educacional. Entre as principais reivindicações, a necessidade de um reajuste salarial imediato. Para repor as perdas salariais desde 1998 – quando entrou em vigência o atual Plano de Cargos e Salários – é necessário um reajuste de 36,74%. Além disso, os professores exigem que o governo convoque a comissão de gestão da carreira ( Art. 25 da lei 836/97) para discutir um novo Plano de Carreira, que diz pretender instituir.

Uma questão central para a categoria neste momento é a redução da jornada de trabalho sem redução salarial. A Lei do Piso, aprovada em 2008, prevê que 33% da jornada para atividade extraclasse, que é utilizada pelo professor na preparação de aulas, na correção de provas, em sua formação continuada. Para a presidenta da APEOESP, Maria Izabel Azevedo Noronha, a Bebel, a redução de jornada é extremamente importante para o professor, pois “ela incide sobre a qualidade do ensino, sobre a saúde dos professores, pois permite melhor qualidade de vida. Assim, repercutirá na qualidade do ensino”.

Estudo realizada pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), à qual a APEOESP é filiada, mostrou que a rede estadual de ensino de São Paulo pratica a menor porcentagem da jornada de trabalho dos professores destinada a atividades fora da sala de aula: apenas 17%. Para se ter ideia, o estado com maior índice de atividades fora da sala de aula é o Mato Grosso do Sul, com 50% da jornada destinados à preparação de aulas, correção de trabalhos, trabalho pedagógico coletivo, formação continuada e outras. Em outros oito estados esse percentual é superior a 30% e em todas os demais é de pelo menos 20% da jornada.

Para Bebel, as atividades extraclasses são fundamentais para a qualidade do ensino. “Entre elas, as mais importantes se relacionam com a formação continuada no próprio local de trabalho, que o Estado deveria prover, em convênios com as universidades públicas, buscando aliar a teoria à prática pedagógica e, assim, aproximar a escola real – com todas as suas potencialidades e seus problemas – da escola ideal que todos almejamos”.

A excessiva carga de trabalho com alunos, em sala de aula, ajuda a explicar o adoecimento dos professores. Pesquisas realizadas pela APEOESP em 2003 e em 2010 mostram alta incidência de doenças da voz, estresse, LER, tendinites e outras enfermidades entre os professores. A APEOESP luta pela recomposição da jornada de trabalho que deve ser composta por 50% de trabalho em sala de aula e 50% de atividades extraclasses.

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