Edição 17 - agosto e setembro/2013

Literatura de Cordel

Moreira de Acopiara

É que os cordéis sempre são
Histórias bem trabalhadas,
Possuem linguagem fácil,
Estrofes sempre rimadas,
Versos sempre bem medidos,
Palavras cadenciadas.(1)

A literatura de cordel chegou ao Brasil na bagagem do colonizador, ainda como poesia oral. Por acaso se instalou no Nordeste brasileiro, a partir de Salvador, e depois de mudanças se espalhou pelo restante do Brasil. Passou a se chamar Literatura de Cordel por causa da forma como os livrinhos eram (e ainda são, em muitos casos) apresentados para a venda, expostos em cordões, ou barbantes, nas feiras e mercados. As histórias são geralmente escritas em sextilhas, septilhas e, mais raramente, em décimas, quase sempre com versos de sete sílabas poéticas. Os decassílabos são mais comuns entre os cantadores repentistas. Na maioria das vezes os livrinhos são impressos em papel barato, têm o formato de oito páginas, que é justamente uma folha de papel tipo A4 dobrada duas vezes, e o mais comum é um cordel ter até 32 estrofes. Mas isso não é regra. Se o tema é mais abrangente o folheto pode ter 12, 16, 20, 32 páginas ou mais. Nesse caso passa a se chamar Romance.

Em Portugal, ali pelo século XVI, esse tipo de literatura era conhecida por “Folhas soltas” ou “Volantes”. E era privilégio de cegos, que tinham licença para comercializar seus versos em locais públicos. Na Espanha o mesmo tipo de literatura popular era chamada de “Pliegos sueltos”, denominação que passou também à América Latina, ao lado de “Hojas” e “Corridos”. Tal denominação ainda é recorrente no México, na Argentina, Nicarágua e Peru, sempre envolvendo narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, exatamente como a literatura de cordel brasileira.

O primeiro folheto de cordel legitimamente brasileiro de que se tem notícia no Brasil, segundo registra o jornalista e escritor Orígenes Lessa, teria sido impresso em Recife por volta de 1865. O autor é desconhecido, assim como o título da obra. Por volta de 1890 o poeta repentista Silvino Pirauá de Lima (1848-1913) começou a publicar. Silvino era inovador. Foi quem introduziu a sextilha no cordel, a deixa e o martelo agalopado na cantoria. O paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918) veio em seguida e foi o grande representante dessa arte, tendo publicado centenas de folhetos. A xilogravura (milenar arte de entalhar desenhos e letras na madeira) foi introduzida no cordel, segundo o estudioso Joseph Maria Luyten, a partir dos anos 1940, por causa da necessidade que os poetas sentiram de ilustrar as capas dos seus livretos com desenhos condizentes com o enredo. Mas é sabido que muito antes disso, por volta de 1907, um folheto do também paraibano Chagas Batista circulou com a figura de um cangaceiro, feita em xilogravura, estampada na capa.

Esse gênero literário permanece até hoje bastante difundido no Nordeste, especialmente nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí, muito embora tenha já se universalizado. Os poemas, geralmente vendidos pelos próprios autores, ainda narram fatos do cotidiano local, como acontecimentos políticos, festas, desastres, disputas, milagres, enchentes e secas. Já foi chamado de “o jornal do sertanejo”, num tempo em que rádio era coisa de rico, televisão não existia e jornal só circulava nas grandes cidades.

Feitos para serem recitados, os cordéis são muitas vezes cantados ao público, em toadas lentas e penosas, com acompanhamento de violas ou pandeiros, para atrair o público e estimular a venda.

Pai e mãe é muito bom,
Barriga cheia é melhor;
A moléstia é muito ruim,
A morte é muito pior,
O poder de Deus é grande
Porém o mato é maior.(2)

Um dos poetas mais famosos da história do cordel, senão o mais famoso, também considerado um dos precursores, foi o paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918), que criou centenas de folhetos e foi o primeiro a inovar na forma e a se preocupar com a correção do texto. Foi também quem primeiro investiu em tecnologia, trazendo da Europa o que havia de mais moderno em equipamentos gráficos. Publicou centenas de folhetos. “Não foi o príncipe dos poetas do asfalto, mas foi, no julgamento do povo, rei da poesia do sertão, e do Brasil em estado puro”, disse Carlos Drummond de Andrade em crônica publicada no Jornal do Brasil em 9 de setembro de 1976.

Poeta como Leandro
Inda o Brasil não criou
Por ser um dos escritores
Que mais livros registro
Canções não se sabem quantas
Foram seiscentas e tantas
As obras que publicou. (3)

Houve outros grandes poetas que viveram essa fase áurea do cordel, como João Martins de Atayde (autor da septilha acima), José Camelo de Melo, Zé Bernardo, João Melquíades, Zé Pacheco, Expedito Sebastião da Silva, Rodolfo Coelho Cavalcante, Firmino Teixeira do Amaral e Manoel Camilo, entre outros. Das gerações seguintes merecem destaque Patativa do Assaré (1909-2002), Manoel Monteiro, Gonçalo Ferreira da Silva, (atual presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ABLC), Antônio Francisco e Geraldo Gonçalves de Alencar. Da geração ainda mais recente (que supera em qualidade, e com folga, os da geração de Leandro) temos os cearenses Arievaldo Viana, Zé Maria e Rouxinol do Rinaré, os baianos Marco Haurélio e Dalmo Sérgio, o piauiense Pedro Costa, os pernambucanos Marcelo Soares, Cícero Pedro de Assis, Luciano Dionísio e Jénerson Alves, e muitos outros. A Associação dos Cordelistas do Crato faz um excelente trabalho de divulgação e valorização do cordel tradicional, assim como a ABLC. Em muitas cidades do Nordeste é comum os poetas se reunirem para falar de cordel, declamar, “trocar figurinhas”. Temos também Editoras especializadas nesse gênero. É o caso da Luzeiro, em São Paulo; Queima Bucha, no Rio grande do Norte; Coqueiro, em Recife; e Tupynanquim, em Fortaleza, cujo proprietário é o também poeta Klévisson Viana.

No meu país poucos vêem
O valor da poesia,
Da cultura popular…
E até a ecologia
Não é reverenciada,
E é menos apreciada
Do que a pornografia.(4)

Antes da evolução do rádio, do jornal e da TV, a literatura de cordel prestava grande serviço, tanto como fonte de informação quanto como servindo de cartilha onde os sertanejos aprendiam a ler. Era através do cordel que o povo simples se alfabetizava e se inteirava de alguns acontecimentos históricos, atualidades, fofocas, ficção, política, romances, etc.

O repente tem muito a ver com o cordel. A diferença é que o cordel é escrito e o repente é cantado de improviso ao som de violas. Muita gente até os confunde, e até com razão, pois a linguagem é a mesma, em ambos os casos os poetas utilizam os mesmos esquemas de rimas e metrificação e os dois estão presentes em muitos momentos da cultura brasileira, principalmente na música de Luiz Gonzaga, de Zé Ramalho, Elomar, Vital Farias, só pra citar alguns. Na boa música caipira o cordel também está presente. “Herói sem medalha”, “Saudade de minha terra”, “Rei do gado”, “Travessia do Rio Araguaia”, “O menino da porteira”, dentre tantas outras, são modas de viola belíssimas, de autores do Sudeste do país, e que têm a linguagem do cordel.

No samba de roda, comum no Rio de Janeiro; na tirana, modalidade muito cantada na Bahia; no cururu e no catira, comuns em São Paulo e Minas, vêem-se traços do cordel. No Rio Grande do Sul há poetas populares e repentistas maravilhosos; enfim, no Brasil todo ele está presente. Uma das músicas que mais emocionava Luiz Gonzaga, e continua emocionando muita gente, chama-se “A triste partida”, que nada mais é do que um cordel do genial Patativa do Assaré. Composto por dezenove oitavas de cinco sílabas, foi publicado em formato de folheto no início da década de 1950. Em todos os discos de Zé Ramalho, sem exceção, podem-se vislumbrar vários trabalhos na linha do cordel e do repente.

O poeta Camões, a meu ver uma das mais brilhantes mentes do planeta, escrevia em forma de cordel. Isso mesmo! Se você pegar cada um daqueles cantos maravilhosos de Os Lusíadas e imprimir num folheto, ele passa a ser um cordel, com estrofes de oito versos (oitavas) de dez sílabas poéticas (decassílabos).

Ainda hoje é comum se encontrar cordéis em feiras e mercados nas principais cidades do Nordeste, e até fora dele. Vá a Caruaru, Recife, Campina Grande, Juazeiro do Norte, Crato, Mossoró, Salvador e Rio de Janeiro, principalmente na feira de São Cristóvão; em São Paulo, no Centro de Tradições Nordestinas e em outros locais, inclusive em livrarias de renome, a gente encontra cordéis.

Os nossos antepassados
Eram muito prevenidos;
Diziam: – Matos têm olhos
E paredes têm ouvidos,
Os crimes são descobertos
Por mais que sejam escondidos.(5)

Os temas principais desse tipo de literatura foram o cangaço, a religiosidade, as catástrofes, os contos de fada e as grandes histórias de amor. Sobre padre Cícero e Lampião conheço dezenas de cordéis. Sobre Airtom Senna também conheço vários. Mas escreve-se sobre qualquer tema.

Grandes escritores como Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e João Cabral de Melo Neto foram influenciados por essa forma de literatura popular. Toda obra de Ariano Suassuna é baseada na literatura de cordel. A peça O Auto da Compadecida foi escrita inicialmente em um ato, a partir do cordel “O enterro do cachorro”, de Leandro Gomes de Barros. Mais tarde Ariano acrescentou mais dois atos, tendo como base outros dois cordéis: “O cavalo que defecava dinheiro”, também de Leandro, e “O castigo da soberba”, de autor não identificado. Cora Coralina, estrela da poesia de Goiás e do Brasil, gostava tanto dessas histórias rimadas e metrificadas que batizou o seu primeiro livro de “Meu livro de cordel”.

Desde que nasci ouço falar que a literatura de cordel está morrendo. O surgimento do rádio provocou um susto nos cordelistas com as afirmações de que “agora o cordel está com os dias contados”. Tudo bobagem. O rádio não conseguiu sufocar nem o cordel nem o repente e, atualmente, é um grande aliado. O surgimento da televisão provocou outro susto que já está passando, e o cordel continua vivo e atuante, sendo tema de monografias, dissertações e teses, no Brasil e lá fora, nas melhores Universidades. Assim sendo, acredito que a literatura de cordel sobreviverá para sempre como uma das mais encantadoras manifestações da inteligência e da criatividade. É lógico, porém, que passará por adaptações.

O bom leitor é aquele
Que lê um texto e entende;
Já disse Guimarães Rosa:
“Bom guerreiro não se rende.
Mestre não é quem ensina,
Mas quem de repente aprende”. (6)

________________________________________________________________
(1) Estrofe de sete sílabas poéticas, do cordel NOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO, de Moreira de Acopiara.
(2) Sextilha de Leandro Gomes de Barros, do cordel VIDA E TESTAMENTO DE CANCÃO DE FOGO.
(3) Essa septilha, também de sete sílabas, é de autoria do poeta João Martins de Atayde.
(4) Mais uma septilha, agora do cordel O PROBLEMA SOMOS NÓS, de Moreira de Acopiara.
(5) Essa estrofe, também de Leandro, é parte do cordel O CACHORRO DOS MORTOS.
(6) Sextilha de Moreira de Acopiara que fecha o cordel NOS CAMINHOS DA EDUCAÇÃO.

O poeta cearense Moreira de Acopiara mora em São Paulo. Membro da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ABLC, tem dezenas de cordéis publicados, 2 CD’s e 6 livros, sendo os mais recentes, “Livro de bolso”, uma coletânea de poemas, e o didático “Cordel em arte e versos”.
Contatos: (11) 4072-2749 / 9201-7961
m.acopiara@uol.com.br

Tags:, ,

26 respostas para “Literatura de Cordel”

  1. JUCELINE PAIXÃO disse:

    Gostaria da presença de um cordelista na apresentação de um cordel criado pelos meus alunos, que estarão apresentando no próximo sabado a noite.

    Ficariamos muito felizes, gostamos muito de Bule Bule.

  2. Sofia disse:

    GOSTEI MUITO POIS INCENTIVA MEUS ALUNOS A APRECIAREM A LITERATURA DE CORDEL.

  3. LUiiize disse:

    Ta po……………………. ixxi quee txto grandie !!!!!!

  4. Augusto disse:

    Sou um aluno do Ábaco,adorei a matéria,mas odiei copiá-la(inteira em 1 dia),obrigado pela atenção,Augusto.

  5. Gabrielle disse:

    Detestei esse texto…..ele é horrivel!!!!!(Tipo eu não gostei dele porque eu nao entendi ele e porque eu sou uma crianca de apenas 10 anos!!!!!!!Muito obrigada pela compreencao de voces!!!!

    Atenciosamente Gabrielle

  6. Livia GaGa disse:

    e mtoo grandeee eu tenho qe copia tdu isso pra escolaa meuuu!!!

  7. porque vcs fizeram um texto gigante so para as nossas professoras mandarem a gente copiar faz um resuminho para nos ajudar um pouquinho viu.
    OBRIGADA

    EMILLY KATO FERREIRA

  8. Harlei Cursino Vieira disse:

    Muito bom o texto! Eu já li diversos livros da literatura de cordel:Cachorro dos Mortos foi um deles. Entrei nesse site por acaso. Digitei: cachorro que foi enterrado na M Norte no google, por causa de uma cachorra que eu tive, que que morreu, e eu tive que enterrá-la na M Norte. Mas, é isso mesmo!

  9. quesia disse:

    quero um cordel com 30 linhas

  10. Harlei Cursino Vieira disse:

    O poder da história única!
    28 de junho de 2010
    Por Poeta Aspirante
    Olá Pessoal,

    Recebi este vídeo de uma amiga por e-mail e me senti muito comovida, pois me identifiquei com diversas situações expostas. Todos os dias vivemos este tipo de preconceito, no qual as pessoas criam estereótipos, classes, entre outras formas de separar as pessoas, aglomerando-as em rótulos. Parece contraditório, não é? Mas se observarmos cuidadosamente, veremos que, ao unirmos pessoas, nações, culturas, etc. em grupos, deixamos de vê-los individualmente. Ou seja, vemos as semelhanças que os unem e, ao mesmo tempo deixamos de ver aquelas que os assemelham, e aproximam de nós mesmos, transformando tais semelhanças em diferenças. E como a palestrante afirma em seu discurso, o poder da história única é o de destruir culturas, histórias, nações e indivíduos, tornando-os um ser incompleto, nos impedindo de enxergar as inúmeras facetas que os compõem.

    Espero que aproveitem e reflitam a respeito, revendo suas atitudes e idéias, assim como eu fiz.

  11. estefany cardoso disse:

    eu achei de mais adorei isso e muito importante para a sociedade

  12. estefany cardoso disse:

    eu achei de mais adorei isso e muito importante para a sociedade

  13. LETICIA disse:

    OLÁ PESSOAL EU ACHEI MUITO LEGAL DE MAIS EU AMEI =D

  14. Poetisa Rosário Lustosa disse:

    Excelente texto do colega Moreira de Acopiara, este GIGANTE da Literatura de Cordel, meu abraço pra ele e parabéns.

    Meus pêsames pra quem achou o texto grande e complicado, pois realmente precisa ler, pra valorizar e entender a nossa cultura nordestina
    que é linda, rica e maravilhosa.

  15. Harlei Cursino Vieira disse:

    O professor do próximo milênio

    Creio que o computador vai substituir o professor. Estou falando, é claro, do professor-transmissor de conteúdos, parado no tempo, aquele das conhecidas fichas que serviam para todas as turmas, ano após ano. Aquele que pensava que, mesmo apresentando as coisas de maneira maçante e tradicional, trazia novidades para pessoas que não sabiam quase nada. Essa transmissão de dados passará a ser feita pelo computador de um modo muito mais interessante: com recursos de animação, cores e sons; o aluno terá papel ativo, buscando os temas em que deseja se aprofundar. Algo excluído há muito tempo do currículo entrará na escola: a própria vida do estudante. Então caberá a nós reinventar a nossa profissão.

    Como será o professor do próximo milênio? Acredito que ele será um estrategista da aprendizagem. Alguém que vai precisar conhecer a psicologia e a ecologia cognitivas de seu tempo (em outras palavras: saber como o aluno aprende), para poder criar estratégias de aprendizagem no ambiente do computador.

    Existem duas formas de usar a máquina na sala de aula. Uma é como se ela fosse simplesmente um caderno mais prático, ou um quadro-negro mais moderno: por exemplo, colocar os alunos para copiar textos no Word, ou dar aula com apresentações no Powerpoint. Isso não é novidade, é apenas incrementar a aula tradicional com elementos atraentes.

    A segunda maneira é tornar o computador um novo ambiente cognitivo, ou seja, compreender que no contexto digital mudam as nossas formas de pensar e, portanto, de aprender. Isso não é inédito na humanidade: quando a escrita surgiu, o mundo começou a pensar diferente, a organizar as idéias de outro modo e a formar novas visões da realidade. Nossa época é tão decisiva na história como aquele momento. Cabeças deixam de ser analógicas para se tornar digitais. Como se estrutura seu pensamento?

    Vou dar um exemplo muito simples, a partir da minha experiência. Fui professor de Português/Literatura e Redação e, durante muito tempo, reclamei dos alunos que não queriam fazer rascunho, pensando que era preguiça. Hoje percebo, estudando as práticas de leitura e escrita na cibercultura, que na verdade existe uma nova relação com o erro. Antes, errar significava refazer toda a página. Agora, o esboço é o monitor. O rascunho é o próprio texto. Escrevemos pelo ensaio-e-erro: não gostei deste parágrafo aqui, puxo para lá, excluo, reescrevo – tudo antes de imprimir. É uma espécie de aprendizagem por simulação. Como pretender que os jovens façam rascunho no papel? Isso corresponde ao paradigma da página, da linearidade. Acompanhar o processo de escrita pelos monitores em que os alunos trabalham, em vez de ficar apenas com o resultado final, pode ser uma estratégia para conhecer mais e melhor a dinâmica dos processos de escrita dos estudantes.

  16. Visitem meu blog http://www.cordelirando.blogspot.com
    onde eu divulgo meu trabalho e destaco que ”mulher também faz cordel”
    Abraço
    Salete Maria

  17. jacyro bertozzo disse:

    sou amante de versos desde muito cedo. Estou tentando publicar um livreto cordel intitulado
    51 poemas – uma grande ideia ; admiro este ti-po de trabalho, acho um prazer, ficar procu-
    rando palavras para formarem frases e se encai-
    charem nas rimas,mais perfeitas possiveis.
    grato por esta oportunidade, abrs – jaber

  18. Harlei Cursino Vieira disse:

    O aluno não vai para a escola para aprender ‘nós pega o peixe’”
    Imortal da Academia Brasileira de Letras diz que língua familiar é aceita do ponto de vista linguístico, mas não deve ser ensinada
    Thais Arbex, iG São Paulo | 13/05/2011 21:06
    A+ A- Compartilhar: Para o gramático Evanildo Bechara, autor da Moderna Gramática Portuguesa, o aluno não vai para a escola “para viver na mesmice” e continuar falando a “língua familiar, a língua do contexto doméstico”.

    Leia também:
    “Não somos irresponsáveis”, diz autora de livro com “nós pega”
    MEC defende uso de livro com linguagem popular
    Livro usado pelo MEC ensina aluno a falar errado
    “Sempre se vai para a escola para se ascender a posição melhor. A própria palavra educar, que é formada pelo prefixo latino edu, quer dizer conduzir. O papel da educação é justamente tirar a pessoa do ambiente estreito em que vive para alcançar uma situação melhor na sociedade”.

    Em entrevista ao iG, Bechara, que ocupa a cadeira 33 da Academia Brasileira de Letras e é autoridade máxima no Brasil quando o assunto é novo acordo ortográfico, afirma que a proposta do livro didático de português que dedica um capítulo ao uso popular da língua Por uma vida melhor, da coleção Viver, Aprender, adotado pelo Ministério da Educação (MEC) para a Educação de Jovens e Adultos (EJA), está perfeita do ponto de vista do técnico. Mas do ponto de vista do professor de português, segundo ele, é como se dissesse: “eu vou ensinar o que é correto, mas se você quiser continuar usando o menos correto, você pode continuar”.

    Segundo Bechara, neste caso, está se tirando do aluno o que ele considera o elemento fundamental na educação: o interesse para aprender mais. Mas, para o acadêmico, o sucesso da sala de aula não depende do livro adotado. Depende da técnica e do preparo do professor. .

    Foto: Divulgação
    “O bom professor é aquele que desperta no aluno o gosto pelo aprender”, diz gramático Evanildo Bechara
    O livro didático de língua portuguesa Por uma vida melhor, da coleção Viver, Aprender, adotado pelo Ministério da Educação (MEC), dedica um capítulo ao uso popular da língua. Qual é a opinião do senhor?
    Evanildo Bechara: Em primeiro lugar, o aluno não vai para a escola para aprender “nós pega o peixe”. Isso ele já diz de casa, já é aquilo que nós chamamos de língua familiar, a língua do contexto doméstico. O grande problema é uma confusão que se faz, e que o livro também faz, entre a tarefa de um cientista, de um linguista e a tarefa de um professor de português. Um linguista estuda com o mesmo interesse e cuidado todas as manifestações linguísticas de todas as variantes de uma língua. A tarefa do linguista é examinar a língua sem se preocupar com o tipo de variedade, se é variedade regional, se variedade familiar, se é variedade culta. Ele estuda a língua como a língua se apresenta. Já o professor de português, não. O professor de português tem outra tarefa. Se o aluno vem para a escola, é porque ele pretende uma ascensão social. Se ele pretende essa ascensão social, ele precisa levar nessa ascensão um novo tipo de variante. Não é uma variante que seja melhor, nem pior. Mas é a variante que lhe vai ser exigida neste momento de ascensão social.

    iG: Para o MEC, o papel da escola não é só ensinar a forma culta da língua, mas também o de combate ao preconceito contra os alunos que falam “errado”. Como o senhor avalia essa orientação?
    Evanildo Bechara: Ninguém vai para a escola para viver na mesmice. Eu chamaria de mesmice idiomática. O aluno vai para a escola, mas acaba saindo dela com a mesma língua com a qual entrou. Portanto, perdeu seu tempo. Na verdade, sempre se vai para a escola para se ascender numa posição melhor. A própria palavra educar, que é formada pelo prefixo latino edu, quer dizer conduzir. Então, o papel da educação é justamente tirar a pessoa do ambiente estreito em que vive para alcançar uma situação melhor na sociedade. Essa ascensão social não vai exigir só um novo padrão de língua, vai exigir também um novo padrão de comportamento social. Essa mudança não é só na língua. Portanto, não é um problema de preconceito. E, para esses livros, parece que o preconceito é uma atitude de mão única. Mas o preconceito não é só da classe culta para a classe inculta, mas também da classe inculta para a classe culta.

    iG: Segundo a autora do livro, Heloísa Ramos, a proposta da obra é que se aceite dentro da sala de aula todo tipo de linguagem, ao invés de reprimir aqueles que usam a linguagem popular…
    Evanildo Bechara: Acho que do ponto de vista do técnico em língua, está perfeito. Mas do ponto de vista do professor de português, é como se você dissesse “eu vou ensinar o que é correto, mas se você quiser continuar usando o menos correto, você pode continuar”. Então, qual estímulo você dá a esse aluno para ele ascender socialmente? Você está tirando dele o elemento fundamental que funciona na educação: que é o interesse para aprender mais.

    iG: Ao defender o uso do livro didático com linguagem popular, o senhor acredita que seria função do MEC preparar o professor para usar esse material?
    Evanildo Bechara: Eu acho que não é função do MEC preparar o professor. A função do MEC é dar as condições necessárias para o bom desempenho do professor. E o bom desempenho do professor começa com um bom salário. A função do Ministério não é uma função pedagógica. A função pedagógica é das instituições universitárias, das faculdades de pedagogia, das faculdades de letras. O que o Ministério faz, com muita justiça, é distribuir livros. Mas ele não tem que tomar conta do preparo do professor. O professor tem que ser preparado pelas instituições adequadas. O ministério faz bem em comprar bons livros e distribuí-los para as escolas. Isso é uma coisa perfeitamente digna de elogio. Mas modelar o professor e, por exemplo, comprar livros que falem muito bem de um governante e muito mal de outro governante, num enfoque político dirigido, isso já não é tarefa do Ministério da Educação.

    iG: O senhor vê algum problema na utilização desse livro em sala de aula?
    Evanildo Bechara: Eu não vejo problema pelo seguinte: porque o sucesso da sala de aula não depende do livro adotado. Depende da técnica e do preparo do professor. Um bom professor pode trabalhar muito bem com um mau livro, assim como um professor sem preparo não consegue tirar tudo de bom do aluno com um bom livro. Porque ele está mal preparado e não sabe aproveitar o livro. O sucesso da sala de aula não depende do livro adotado. Mesmo porque o bom professor não é aquele que ensina. O bom professor é aquele que desperta no aluno o gosto pelo aprender. A sala de aula, o período de escola do aluno, é um período muito pequeno para o universo de informações que ele deve ter para ter sucesso na vida. Pelo menos teoricamente. No meu tempo de aluno, nós tínhamos apenas dois livros: durante quatro, cinco anos, tínhamos a mesma antologia e a mesma gramática. Mas, embora os professores não tivessem tirado o proveito das universidades, eles levavam para a escola uma cultura geral muito boa. E era essa cultura geral do professor de matemática, de física, de química, de português, era o grande atrativo para o aluno. Mas o professor que se limita ao programa estabelecido pelo livro didático, é um professor que é conduzido, é um professor que não tem conhecimento suficiente para sair dos trilhos oferecidos pelo livro didático.

    Leia mais sobre: livro • norma popular • língua portuguesa • mec • didático •

  19. fulana disse:

    vcs são um bando de preguiçosos se não quiser copiar então tira cópia… valeu!

  20. Harlei Cursino Vieira disse:

    O produtor e diretor cinematográfico Roberto Vieira, da Astro Filmes, promete dar uma alavancada na carreira de Alvaro Neto e Roberto Barcelos com a produção do curta-metragem, orçado em R$ 2 milhões, Poder sobrenatural. “Concentraremos 60% das filmagens em Pirenopólis, mas planejamos uma cena reunindo 70 vampiros em frente ao Congresso Nacional”, planeja Vieira. As filmagens estão marcadas para o início de agosto

  21. Kaylane Meirelles disse:

    Literatura de Cordel
    Moreira de Acopiara

    É que os cordéis sempre são
    Histórias bem trabalhadas,
    Possuem linguagem fácil,
    Estrofes sempre rimadas,
    Versos sempre bem medidos,
    Palavras cadenciadas.(1)

    A literatura de cordel chegou ao Brasil na bagagem do colonizador, ainda como poesia oral. Por acaso se instalou no Nordeste brasileiro, a partir de Salvador, e depois de mudanças se espalhou pelo restante do Brasil. Passou a se chamar Literatura de Cordel por causa da forma como os livrinhos eram (e ainda são, em muitos casos) apresentados para a venda, expostos em cordões, ou barbantes, nas feiras e mercados. As histórias são geralmente escritas em sextilhas, septilhas e, mais raramente, em décimas, quase sempre com versos de sete sílabas poéticas. Os decassílabos são mais comuns entre os cantadores repentistas. Na maioria das vezes os livrinhos são impressos em papel barato, têm o formato de oito páginas, que é justamente uma folha de papel tipo A4 dobrada duas vezes, e o mais comum é um cordel ter até 32 estrofes. Mas isso não é regra. Se o tema é mais abrangente o folheto pode ter 12, 16, 20, 32 páginas ou mais. Nesse caso passa a se chamar Romance.

    Em Portugal, ali pelo século XVI, esse tipo de literatura era conhecida por “Folhas soltas” ou “Volantes”. E era privilégio de cegos, que tinham licença para comercializar seus versos em locais públicos. Na Espanha o mesmo tipo de literatura popular era chamada de “Pliegos sueltos”, denominação que passou também à América Latina, ao lado de “Hojas” e “Corridos”. Tal denominação ainda é recorrente no México, na Argentina, Nicarágua e Peru, sempre envolvendo narrativas tradicionais e fatos circunstanciais, exatamente como a literatura de cordel brasileira.

    O primeiro folheto de cordel legitimamente brasileiro de que se tem notícia no Brasil, segundo registra o jornalista e escritor Orígenes Lessa, teria sido impresso em Recife por volta de 1865. O autor é desconhecido, assim como o título da obra. Por volta de 1890 o poeta repentista Silvino Pirauá de Lima (1848-1913) começou a publicar. Silvino era inovador. Foi quem introduziu a sextilha no cordel, a deixa e o martelo agalopado na cantoria. O paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918) veio em seguida e foi o grande representante dessa arte, tendo publicado centenas de folhetos. A xilogravura (milenar arte de entalhar desenhos e letras na madeira) foi introduzida no cordel, segundo o estudioso Joseph Maria Luyten, a partir dos anos 1940, por causa da necessidade que os poetas sentiram de ilustrar as capas dos seus livretos com desenhos condizentes com o enredo. Mas é sabido que muito antes disso, por volta de 1907, um folheto do também paraibano Chagas Batista circulou com a figura de um cangaceiro, feita em xilogravura, estampada na capa.

    Esse gênero literário permanece até hoje bastante difundido no Nordeste, especialmente nos estados de Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Alagoas e Piauí, muito embora tenha já se universalizado. Os poemas, geralmente vendidos pelos próprios autores, ainda narram fatos do cotidiano local, como acontecimentos políticos, festas, desastres, disputas, milagres, enchentes e secas. Já foi chamado de “o jornal do sertanejo”, num tempo em que rádio era coisa de rico, televisão não existia e jornal só circulava nas grandes cidades.

    Feitos para serem recitados, os cordéis são muitas vezes cantados ao público, em toadas lentas e penosas, com acompanhamento de violas ou pandeiros, para atrair o público e estimular a venda.

    Pai e mãe é muito bom,
    Barriga cheia é melhor;
    A moléstia é muito ruim,
    A morte é muito pior,
    O poder de Deus é grande
    Porém o mato é maior.(2)

    Um dos poetas mais famosos da história do cordel, senão o mais famoso, também considerado um dos precursores, foi o paraibano Leandro Gomes de Barros (1865-1918), que criou centenas de folhetos e foi o primeiro a inovar na forma e a se preocupar com a correção do texto. Foi também quem primeiro investiu em tecnologia, trazendo da Europa o que havia de mais moderno em equipamentos gráficos. Publicou centenas de folhetos. “Não foi o príncipe dos poetas do asfalto, mas foi, no julgamento do povo, rei da poesia do sertão, e do Brasil em estado puro”, disse Carlos Drummond de Andrade em crônica publicada no Jornal do Brasil em 9 de setembro de 1976.

    Poeta como Leandro
    Inda o Brasil não criou
    Por ser um dos escritores
    Que mais livros registro
    Canções não se sabem quantas
    Foram seiscentas e tantas
    As obras que publicou. (3)

    Houve outros grandes poetas que viveram essa fase áurea do cordel, como João Martins de Atayde (autor da septilha acima), José Camelo de Melo, Zé Bernardo, João Melquíades, Zé Pacheco, Expedito Sebastião da Silva, Rodolfo Coelho Cavalcante, Firmino Teixeira do Amaral e Manoel Camilo, entre outros. Das gerações seguintes merecem destaque Patativa do Assaré (1909-2002), Manoel Monteiro, Gonçalo Ferreira da Silva, (atual presidente da Academia Brasileira de Literatura de Cordel, ABLC), Antônio Francisco e Geraldo Gonçalves de Alencar. Da geração ainda mais recente (que supera em qualidade, e com folga, os da geração de Leandro) temos os cearenses Arievaldo Viana, Zé Maria e Rouxinol do Rinaré, os baianos Marco Haurélio e Dalmo Sérgio, o piauiense Pedro Costa, os pernambucanos Marcelo Soares, Cícero Pedro de Assis, Luciano Dionísio e Jénerson Alves, e muitos outros. A Associação dos Cordelistas do Crato faz um excelente trabalho de divulgação e valorização do cordel tradicional, assim como a ABLC. Em muitas cidades do Nordeste é comum os poetas se reunirem para falar de cordel, declamar, “trocar figurinhas”. Temos também Editoras especializadas nesse gênero. É o caso da Luzeiro, em São Paulo; Queima Bucha, no Rio grande do Norte; Coqueiro, em Recife; e Tupynanquim, em Fortaleza, cujo proprietário é o também poeta Klévisson Viana.

    No meu país poucos vêem
    O valor da poesia,
    Da cultura popular…
    E até a ecologia
    Não é reverenciada,
    E é menos apreciada
    Do que a pornografia.(4)

    Antes da evolução do rádio, do jornal e da TV, a literatura de cordel prestava grande serviço, tanto como fonte de informação quanto como servindo de cartilha onde os sertanejos aprendiam a ler. Era através do cordel que o povo simples se alfabetizava e se inteirava de alguns acontecimentos históricos, atualidades, fofocas, ficção, política, romances, etc.

    O repente tem muito a ver com o cordel. A diferença é que o cordel é escrito e o repente é cantado de improviso ao som de violas. Muita gente até os confunde, e até com razão, pois a linguagem é a mesma, em ambos os casos os poetas utilizam os mesmos esquemas de rimas e metrificação e os dois estão presentes em muitos momentos da cultura brasileira, principalmente na música de Luiz Gonzaga, de Zé Ramalho, Elomar, Vital Farias, só pra citar alguns. Na boa música caipira o cordel também está presente. “Herói sem medalha”, “Saudade de minha terra”, “Rei do gado”, “Travessia do Rio Araguaia”, “O menino da porteira”, dentre tantas outras, são modas de viola belíssimas, de autores do Sudeste do país, e que têm a linguagem do cordel.

    No samba de roda, comum no Rio de Janeiro; na tirana, modalidade muito cantada na Bahia; no cururu e no catira, comuns em São Paulo e Minas, vêem-se traços do cordel. No Rio Grande do Sul há poetas populares e repentistas maravilhosos; enfim, no Brasil todo ele está presente. Uma das músicas que mais emocionava Luiz Gonzaga, e continua emocionando muita gente, chama-se “A triste partida”, que nada mais é do que um cordel do genial Patativa do Assaré. Composto por dezenove oitavas de cinco sílabas, foi publicado em formato de folheto no início da década de 1950. Em todos os discos de Zé Ramalho, sem exceção, podem-se vislumbrar vários trabalhos na linha do cordel e do repente.

    O poeta Camões, a meu ver uma das mais brilhantes mentes do planeta, escrevia em forma de cordel. Isso mesmo! Se você pegar cada um daqueles cantos maravilhosos de Os Lusíadas e imprimir num folheto, ele passa a ser um cordel, com estrofes de oito versos (oitavas) de dez sílabas poéticas (decassílabos).

    Ainda hoje é comum se encontrar cordéis em feiras e mercados nas principais cidades do Nordeste, e até fora dele. Vá a Caruaru, Recife, Campina Grande, Juazeiro do Norte, Crato, Mossoró, Salvador e Rio de Janeiro, principalmente na feira de São Cristóvão; em São Paulo, no Centro de Tradições Nordestinas e em outros locais, inclusive em livrarias de renome, a gente encontra cordéis.

    Os nossos antepassados
    Eram muito prevenidos;
    Diziam: – Matos têm olhos
    E paredes têm ouvidos,
    Os crimes são descobertos
    Por mais que sejam escondidos.(5)

    Os temas principais desse tipo de literatura foram o cangaço, a religiosidade, as catástrofes, os contos de fada e as grandes histórias de amor. Sobre padre Cícero e Lampião conheço dezenas de cordéis. Sobre Airtom Senna também conheço vários. Mas escreve-se sobre qualquer tema.

    Grandes escritores como Guimarães Rosa, Graciliano Ramos, José Lins do Rego e João Cabral de Melo Neto foram influenciados por essa forma de literatura popular. Toda obra de Ariano Suassuna é baseada na literatura de cordel. A peça O Auto da Compadecida foi escrita inicialmente em um ato, a partir do cordel “O enterro do cachorro”, de Leandro Gomes de Barros. Mais tarde Ariano acrescentou mais dois atos, tendo como base outros dois cordéis: “O cavalo que defecava dinheiro”, também de Leandro, e “O castigo da soberba”, de autor não identificado. Cora Coralina, estrela da poesia de Goiás e do Brasil, gostava tanto dessas histórias rimadas e metrificadas que batizou o seu primeiro livro de “Meu livro de cordel”.

    Desde que nasci ouço falar que a literatura de cordel está morrendo. O surgimento do rádio provocou um susto nos cordelistas com as afirmações de que “agora o cordel está com os dias contados”. Tudo bobagem. O rádio não conseguiu sufocar nem o cordel nem o repente e, atualmente, é um grande aliado. O surgimento da televisão provocou outro susto que já está passando, e o cordel continua vivo e atuante, sendo tema de monografias, dissertações e teses, no Brasil e lá fora, nas melhores Universidades. Assim sendo, acredito que a literatura de cordel sobreviverá para sempre como uma das mais encantadoras manifestações da inteligência e da criatividade. É lógico, porém, que passará por adaptações.

    O bom leitor é aquele
    Que lê um texto e entende;
    Já disse Guimarães Rosa:
    “Bom guerreiro não se rende.
    Mestre não é quem ensina,
    Mas quem de repente aprende”. (6)

  22. o produtor e diretor cinematográfico Roberto vieira,da astro filmes,promete der uma alavancada na carreira de alvaro neto e Roberto Barcelos com a produção do curta-metragem,orçado em R$ 2 milhões,Poder sobrenatural.

  23. Darah disse:

    Gente, alguem pode me mostrar um coedel?

  24. Harlei Cursino Vieira disse:

    urso de Letras apresenta Auto da Barca do Inferno – Os alunos do terceiro semestre do curso de Letras adaptaram,montaram e dirigiram a peça teatral Auto da Barca do Inferno, com base no texto original de mesmo nome escrito pelo autor Gil Vicente. Os acontecimentos narrados na peça desenrolam-se à beira-mar, onde se encontram ancoradas duas barcas, sendo que uma é conduzida por um anjo, com destino ao paraíso, e a outra é conduzida pelo diabo, com destino ao inferno.Há uma série de personagens,tais como políticos, juízes, judeus, padres e outros, que, após a morte, tentam entrar na barca que os leve para o paraíso.O que motivou os estudantes,orientados pela professora da disciplina Literatura Portuguesa, Ilar Goretti, a escolher essa peça, escrita no século 16,foi a atualidade do tema. Apesar de Gil Vicente ter escrito sua obra há cinco séculos, o tema da corrupção e do levar proveito em tudo, abordado na peça,ainda é muito atual.

  25. Harlei Cursino Vieira disse:

    Curso de Letras apresenta Auto da Barca do Inferno – Os alunos do terceiro semestre do curso de Letras adaptaram,montaram e dirigiram a peça teatral Auto da Barca do Inferno, com base no texto original de mesmo nome escrito pelo autor Gil Vicente. Os acontecimentos narrados na peça desenrolam-se à beira-mar, onde se encontram ancoradas duas barcas, sendo que uma é conduzida por um anjo, com destino ao paraíso, e a outra é conduzida pelo diabo, com destino ao inferno.Há uma série de personagens,tais como políticos, juízes, judeus, padres e outros, que, após a morte, tentam entrar na barca que os leve para o paraíso.O que motivou os estudantes,orientados pela professora da disciplina Literatura Portuguesa, Ilar Goretti, a escolher essa peça, escrita no século 16,foi a atualidade do tema. Apesar de Gil Vicente ter escrito sua obra há cinco séculos, o tema da corrupção e do levar proveito em tudo, abordado na peça,ainda é muito atual.

Deixe uma resposta

SINPRO ABC

TVs

________________________

Copyright 2010 - Sindicato dos Professores do ABC - Todos os direitos reservados - Desenvolvido com WordPress - 2 Usuários online

Redacao: Sindicato dos Professores do ABC - Rua Pirituba, 61/65 - B. Casa Branca - Santo Andre - Sao Paulo - Brasil - Free counter and web stats

www.sinpro-abc.org.br - E-mail: sinpro@sinpro-abc.org.br