A educação e o Fórum Social Mundial 2009 |
| |

|
| |
Diretores do SINPRO ABC participam do Fórum e colocam em debate os temas que envolvem a categoria
|
 |
Brasileiros, estrangeiros, índios, brancos, negros, homens, mulheres, professores, agricultores, sindicalistas, estudantes... seres humanos. Povos diferentes, que se misturam e lutam por um objetivo em comum: “um outro mundo é possível”.
Na edição de 2009, no Pará, o Fórum Social Mundial atraiu, segundo a organização do evento, mais de 133 mil pessoas, de 142 países. Entre esses participantes estavam Jorge Gonçalves e Paulo Yamaçake, ambos professores e diretores do SINPRO ABC. O evento foi realizado de 27 de janeiro a 1º de fevereiro.
|
Os temas discutidos foram inúmeros, mas destacaram-se a crise mundial, economia, educação, equidade de direitos, meio ambiente e outras questões sociais e políticas.
Para conferir todas as deliberações, clique aqui e acesse o portal oficial do Fórum Social 2009. |
| |
Educação no Fórum |
| Na tenda “Mundo do Trabalho”, a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimentos de Ensino, Contee, montou um estande para receber visitantes e esclarecer dúvidas relacionadas à educação.
A campanha “Educação Não é Mercadoria” foi tema de seminário, realizado no dia 30 de janeiro, que atraiu mais de 230 pessoas na Universidade Federal do Pará. Aos presentes foram entregues as revistas Conteúdo e Educação Não é Mercadoria, ambas da Contee, além de panfletos explicativos. Segundo a Confederação, “o interesse dos participantes do FSM pelo tema foi tão grande que foi preciso realizar o seminário em duas edições, para que todos pudessem acompanhar”.
“O FSM é um espaço democrático para a troca de ideias e informações numa busca coletiva pela construção de um ‘outro mundo possível’. Um mundo sem injustiças, discriminações e no qual todos tenham as mesmas oportunidades de viver, além de sobreviver, e se desenvolver plenamente”, avalia a Contee.
Para a secretária geral da Confederação, Cristina Castro, “todos saíram com o compromisso de entrar nessa luta e divulgar a Campanha ‘Educação não é mercadoria’. Foi um saldo muito positivo”.
|
| |
Todos contra a desnacionalização |
| Outro ponto forte do FSM foi a Assembleia da Educação, realizada no último dia do Fórum. Na ocasião, movimentos sociais e órgãos relacionados à educação aprovaram ações conjuntas para barrar a desnacionalização do ensino no Brasil. “Diante das informações prestadas pela Contee, foi proposto que o Fórum se torne um instrumento de articulação das várias iniciativas das entidades no sentido de barrar o processo de desnacionalização da educação”, finaliza a Confederação.
Entre os participantes da assembleia estavam representantes da Campanha Mundial de Educação, o Fórum Mundial de Educação, a Universidade de Movimentos Populares, a CEAAL (Conselho de Educação de Adultos da América Latina), a OCLAE (Organização Continental Latino-Americana e Caribeña de Estudantes), a Campanha Latino-Americana pelo Direito à Educação, a Internacional da Educação da América Latina, a ICAE (International Council for Adult Education), a REPEM (Rede de Educação Popular entre MULHERES), FISC (International Civil Society Forum), entre outros.
|
| |
Fórum Mundial da Educação |
| Paralelamente ao Fórum Social Mundial, ocorreu o Fórum Mundial da Educação. Nesse evento foram discutidas, em plenárias, as temáticas “Educação, desenvolvimento e economia solidária”, “Educação cidadã e ética planetária: inclusão e diversidade”, “Educação, direitos humanos, cooperação e cultura de paz”, “Educação, meio ambiente e sustentabilidade”, “Educação de jovens e adultos na perspectiva da educação popular” e “Educação emancipatória no contexto da comunicação e das tecnologias”. Duas conferências também foram realizadas, com os temas “Educação e Transgressão na construção da Cidadania Planetária” e “Educação, Diálogo e Utopia: Identidades Culturais em conflito”.
Segundo os organizadores, mais de 10 mil pessoas inscreveram-se para participar do FME, o que demonstra a importância do tema Educação na construção do outro mundo possível.
|
| |
Ponto de vista |
O diretor do SINPRO ABC, Jorge Gonçalves, presente no Fórum, preparou material com análise e comentários sobre as vivências no FSM 2009. Para conferir o material, clique aqui.
|
| |
|